Tracklist de n. 07 ao 10 · Julho, agosto, setembro e outubro


Oi! Aqui é a Anna. Ainda lembram de mim?

O Cartas, assim como eu, está passando por um processo de casulo, assim como quando uma lagarta em amadurecimento para transição em borboleta. O Cartas foi, é e sempre será sobre mim. Deste modo, devido ao que tem me ocorrido nos últimos meses, não me sinto inspirada, motivada e, sobretudo, aberta para falar sobre os últimos acontecimentos como normalmente acontece por aqui. O que posso dizer é que nesses quatro meses, aprendi a ouvir mais e dizer menos, colocando o observar sempre em primeiro lugar. Todas as minhas atitudes estão me trazendo as consequências e, por bem, achei melhor lidar com elas em off. Cogitei, até mesmo, não publicar esta respectiva tracklist, mas como ela já estava prontinha dos meses de julho e agosto, decidi, então, associá-la aos meses de setembro e outubro. Infelizmente, não sei o que ocorreu, mas tive dificuldades para adicionar a caixa da playlist ao post, assim como fazia nas outras vezes. Mas isso não significa dizer de que a playlist não merece ser ouvida, tá?! Está cheia de hits, como Camila Cabello, Dua Lipa, Nick Jonas e, já adianto, muito, mais muito The Vamps — minha mais recente paixão dos últimos meses. Desde já, obrigada por estarem sempre comigo, de um jeito ou de outro! <3


    
   Não se esqueça de ouvir a tracklist mensal no Spotify.






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Tracklist de n. 03 ao 06 · Março, abril, maio e junho


    
    Leia o post ouvindo a playlist logo abaixo.


Tem sido difícil falar de tudo o que me ocorreu nos últimos meses. Esta é uma das razões pelas quais passei exatos quatro meses sem dar as caras por aqui. O último olá antes do chá de sumiço foi neste post, que, coincidentemente, é a nossa primeira tracklist mensal, prevista para transcorrer a cada dois meses. Ocorreram-me muitas coisas desde então. Passei por uma barra nas esferas pessoal, familiar e acadêmica. Acreditei que não sobreviveria a essa tempestade, mas eu estou aqui. Viva para contar a história. Ainda que me recuperando das feridas que ficaram e tentando assimilar tudo o que aconteceu. Incontáveis vezes abri o rascunho desta publicação e as palavras pareciam sumir da minha mente. Procurava as frases certas para tentar traduzir, em forma de texto, os acontecimentos que ocorreram. Sem sucesso. Desta vez, minha única pretensão é abrir as portas do meu coração e ver o que ele me diz.

Lembro-me bem que estava com a os nervos à flor da pele quando março se iniciou. E havia uma boa razão para isso. Eu estava prestes a entrar na universidade. Aquela que sempre esteve na minha cabeça desde o Ensino Médio. Que eu vivia dizendo que gostaria de estudar durante os cinco anos do curso tão desejado por mim. No dia 02/03, coloquei o pé direito aonde eu desejei estar durante todo o ano passado. Parecia que eu estava vivendo um sonho! Foi um momento muito especial na minha vida. Conheci novas pessoas, fiz amizades, tive uma nova rotina (até hoje ainda não decidi se amava ou odiava) e inúmeros aprendizados. Mas, nem tudo aconteceu como eu esperei.

LAS CHICAS DEL CABLE: sororidade feminina e a luta pelos direitos iguais na nova série da Netflix



Adivinhem só quem está com o coração quentinho por ter descoberto a mais nova produção espanhola da Netflix que retrata temas atuais em plena década de 20? Las Chicas del Cable (As Telefonistas, versão traduzida do título em português) é a primeira aposta do serviço de streaming mundial diretamente dos estúdios espanhóis. A série foi lançada no final de abril, e, desde então, parece-me estar sendo escondida no catálogo, uma vez que vi pouquíssimas pessoas comentando sobre. Talvez pela escassa divulgação que está tendo, diferentemente de outras originais Netflix amplamente divulgadas, a exemplo de 13RW, que causou muito burburinhos. Desse modo, sinto-me na obrigação de espalhar para o mundo a delícia e o potencial que essa belezura tem! Afinal, coisa boa merece ser compartilhada, né?

Las Chicas del Cable é um apaixonante drama que narra a vida de quatro mulheres que passam a trabalhar na sede da primeira companhia telefônica na capital de Madri – Espanha, em 1928. É protagonizado por Ángeles (Maggie Civantos), Carlota (Ana Fernández), Lidia (Blanca Suárez) e Marga (Nadia de Santiago), que se conhecem na seleção das telefonistas. Ángeles trabalha na empresa dos Cifuentes a longa data, e é altamente competente no que faz, a única das meninas a ser mãe e que já tem um marido; Carlota, filha de um importante militar da cidade, é totalmente liberal e luta com unhas e dentes pela equidade de direitos entre homens e mulheres. A fim de conquistar sua independência, deixa a vida de madame que levava para trabalhar e viver aos seus modos, causando uma revolta no pai que repudia totalmente sua atitude. Lidia esconde um passado misterioso das chicas e vê na oportunidade de trabalhar na companhia uma chance de melhorar de vida e vai utilizar-se da sua beleza e inteligência para isso. Já Marga é a ingênua do grupo, recém-chegada do campo, na busca por uma melhor condição de vida. Todas as garotas tem personalidades distintas e a série retrata cada uma delas com particularidade única.

Tracklist de n. 01 / 02 · Janeiro e fevereiro

foto (favorita da vida) · picjumbo

Tracklist · lista de faixas de um álbum, EP ou CD.

A música nunca esteve tão presente na minha vida como tem estado nos últimos três meses. Desde que eu concluí o Ensino Médio e encerrei uma etapa fundamental para o meu crescimento pessoal, em dezembro do ano passado, minha vida mudou significativamente: antes, agitada, com os hormônios e emoções à flor da pele e a mente à 1000/hora, mal tinha tempo de sentar em um banco de praça e ver a vida passar para uma vidinha monótona, 24/7 à mercê de algo que me tirasse de um estado permanente de inércia. Eu, que odeio rotina, passei a desejar uma.

Vi minhas preferências e forma de pensar mudarem, minha vida virar do avesso e o meu mundo cair por terra, a busca pelo autoconhecimento aflorar, o meu eu externo profundamente conectado ao meu eu interno, a minha vibração em pura e perfeita sintonia com o Universo. Amadureci como nunca havia amadurecido. E, ainda que eu esteja no início dessa jornada, pela primeira vez, sinto que estou prestes a estar no comando da minha própria vida. 

Graças à ela: a vida adulta.

Que me colocará diante de situações que testará o meu autocontrole, irá fazer pouco das minhas qualidades e, incessavelmente, estará batendo na porta e a qualquer hora entrará sem aviso prévio. Sentará na poltrona mais confortável da casa e ditará as regras: “Deverás arcar com todas as responsabilidades advindas de todo e qualquer ato cometido sem mamãe e papai para alisar-lhe a cabeça”, “Não aprenderás a ser responsável até que seja parada pela primeira vez por um guarda de trânsito por excesso de alta de velocidade e tenha a sua carteira recém-adquirida multada”, “Guardarás para si tudo aquilo de mais profundo que queres dizer ao outro e não tens coragem até que o mesmo seja feito à ti”, entre tantas outras que surgirão sem eu me dar ao trabalho de dar a cara a tapa.

Para todos os efeitos, desde já faço um pedido: “Vida adulta, seja boa comigo, por favor!”.




Esse processo, que data de uma vida inteira, mas tem se intensificado há não mais do que três meses, vem crescendo com uma playlist que, até a última semana, estava devidamente secreta no meu Spotify. Todas as músicas selecionadas a dedo tem muito de mim e carregam lembranças de momentos que eu vivi, de pessoas com as quais eu me relacionei e, especialmente, de sentimentos e sensações. Lágrimas, sorrisos, felicidade, plenitude, ira, frustração, arrependimento. Novas descobertas e novas paixões. Algumas que já se foram e outras que permaneceram. Mas, sobretudo, lições e bençãos que 2017 já fez questão de me presentear. Minha eterna gratidão.


  • Destaque para as melhores descobertas de janeiro: “You” & “Wild Ting” - 11:11 / “Shape Of You” - Ed Sheeran / “Full Circle” - Quinn XCII / “American Girl” - Ta-ku + Wafia / “Sleep On The Floor” - The Lumineers.
  • Destaque para as melhores descobertas de fevereiro: “Work The Middle” - Alex Aiono, “Thief” - Ansel Elgort / “Straightjacket” - Quinn XCII / “City Of Stars” - Ryan Gosling (!) / “Now and Later” - Cover Simon Samaeng / “Rush” - William Singe.

Que março seja lindo para cada um de nós!






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